Resenha como tem que ser: 300 de Esparta

O filme conta, basicamente, a história da treta entre o Xerxes, o fodão, rei do império Persa e o Leônidas, metido a machão e rei de Esparta.

Imagina o Rodrigo Santoro grandão, tipo uns 3 metros e nem quero saber quantos centímetros. Agora põe aí uma pitada deVera Verão. Aliás, uma pitada não. Senta o dedo nessa porra, mesmo. Beleza, agora pega o estojo de maquiagem da Rogéria, o figurino da Elke Maravilha, dá na mão da Ana Maria Braga e diz: Vai, filha. Faz teu melhor. Pra terminar, mete aí um efeito sonoro na voz que acontece com quase todos os personagens, no melhor estilo Cid Moreira. Engrossa pra caralho a voz de qualquer um. É mais ou menos como se a Sandy ficasse com a voz do Zé Ramalho.

Pronto, você tem aí o Xerxes. Czerzes, como eles dizem lá. Xerrxeish, se o filme fosse 300 do Rio de Janeiro. Mas isso não vem ao caso. Daí que o Xerxes acordou e pensou: caraio, vou tomar as bocas de Esparta pra mim. E Xerxes, o rei dos baixinhos, mandou o richalrysson lá dar o recado de que era melhor largarem tudo pq o bicho ia pegar.

Só que Esparta tinha o Leônidas, que antes de inventar a bicicleta, era rei de lá. E o cara não era bolinho não. Tinha barabona grande, carona feia, barriga de tanquinho e tinha lutado pelado com um lobo na neve quando criança. Com um currículo desse, o Xerxes tinha que ter escolhido um mensageiro melhor, né? Pois o rikki, viadão que é, já se estranhou com a patroa do Leônidas. Casca grossa, Leônidas soltou um putaqueopariu pra tudo e mandou uma bicicleta no peito do bofe, direto pra dentro do buracão aberto no meio da praça (Alou, Kassab??).

Daí a merda tava feita. Vamo recapitulá: O Xerxes, fodão, dono do maior exército do mundo, queria Esparta pra construir uma bomboniere. O Leônidas, no melhor estilo pitboy mandou a bicha pro buraco e, de quebra, arrumou treta com quem não guenta.

Tá, então vampraguerra, certo? Errado. Leônidas ainda tinha que pedir autorização pros velhotes que moravam no alto de um morro lá, e sem a autorização deles, necas de guerra. Daí que o Leônidas chega todo pimpão, e manda o papo de que vai pro pau co fodão e tals. Os caras tavam numas de lamber uma ruivinha (saborosa, por sinal) e disseram que não ia ter nada daquele lance de guerra, que tinham que se render ao Xerxes, que a ervinha de lá era muito boa e tals. Puta papo hippie chato. Leônidas deu umas esmolas pros caras e saiu fora.

Daí que ele arrumou um exército com 300 malucos, que iam lá lutar contra os Persas, que já tinham comido todo mundo e eram mais de 1 milhão (300 caras pra um milhão de outros caras. Tem chance de dar certo?). E lá foram os 300, pra batalha que ia rolar num pico que parecia do senhor dos anéis.

O Xerxes foi lá bater um papo com ele. Tipo "não vá que não dá". Além disso, o cara resolveu fazer uma massagem no Leônidas que, embora a cara entregue, não gostou, inventou um papo besta de cãimbra e bora pra porrada.

E começou o pau. Xerxes mandou um batalhão com uns 1000 neguinho. Levaram o maior cacete. E não é que aquele Leônidas, além de jogar um bolão ainda era bom de briga? Aí o Xerxes enjuriou em mandou os Imortais pra cima deles. Tipo assim, imagina o pessoal da Academia Brasileira de Letras naquele jalecão style, usando umas máscaras do pânico. Taí o povo dos Imortais. Do jeito que chegaram, foram. Depois vieram os elefantes. Pau neles tb. E assim foi, até que o próprio Xerxes foi querer ver qualé que era daquele Baixo Astral e mandou parar a alegoria pra falar com o Leônidas.

Aí entra o maior suspense. O cara tira a máscara, solta o escudo no chão, e quando todo mundo pensa que ele vai se render, Leônidas manda a lança na cara do Xerxes. Ele queria era furar os zóio do grandão, mas acertou a bochecha. Estragou o Botox, e Xerxes mandou os caras acabarem logo com aquela merda, pra ele dar um pulinho no Pitanguy. Agora a treta ia comer forte.

Enquanto isso, a rainha gostosinha ficou lá na cidade. Os caras tinham levado do filho dela pra Febem, por algum motivo que eu não entendi. Acho que era pros muleque ficá dengoso, sei lá. E a rainha tava fudida porque o marido tava levando um couro lá e o muleque tava na febem aqui. E resolveu aproveitar seu prestígio como rainha pra falar no congresso pros caras mandarem um exército maior pra lá e tals. O prestígio era tão grande que não conseguiu isso sem antes liberar o anel prum senador, tipo o Renan Calheiros de lá. E pela cara que ela fez, o cara não teve dó não. Na boa, rainha gostosinha dessa, eu também fazia.

Aí ela chegou no congresso, o maluco soltou na galera que tinha comido ela, e mina ficou puta e meteu a faca no cara. Simples assim. Quando ele morreu, cairam umas moedas persas do saco dele e livrou a barra da rainha. Mas não adiantou merda nenhuma, porque os senadores não mandaram ninguém.

Enquanto isso, o Leônidas tava numa de foder. Tava cercado, tinha fodido com o Xerxes, que era o cara que fodia todo mundo, tinha levado um corno e um dos seus brothers tinha perdido um olho. Daí ele mandou o caolho contar pra todo mundo que eles tinham dado o maior pau no Xerxes, que era pra mandar alguém pra lá rapidão senão não ia sobrar nada.

Em terra de cego, quem tem um olho é rei. Ok, olho por olho o dele foi mais útil do que o da rainha, porque ele conseguiu voltar com o exército. Não adiantou, porque o Leônidas já tinha morrido, e todo mundo tinha morrido, e dos 300 só sobrava ele, que não tava lá.

Aí ele falou umas babaquices pros soldados, e foi pro pau com um caralhão de gente e o filme acaba.

Vamos aos fatos:
1 - Não mexa com quem você não guenta. O cara levou corno, apanhou pra caralho e mandou o cara errado buscar ajuda. Ou seja, fez, fez e não comeu ninguém.
2 - Não entendi o propósito da rainha dar pro senador, já que não adiantou nada. Mas que ela é gostosa, é. Se quiser dar pra mim, tamosaê.
3 - Pra machaiada, é alegria na certa. Porrada pra caraio o tempo todo, rainha gostosa paga peitinho, ruivinha também, alegria.
4 - Pra muierada, o Rodrigo Santoro mandou benzaço no papel. E não tem como aquele cara ficar feio. Além disso, qualquer um no filme tem barriga de tanquinho.

Recomendo.

O incrível Capitão Bêbado

Todo mundo passa por alguns perrengues na vida, não é mesmo? Nessa hora, tem gente que reage bem e sai do perrengue muito melhor do que entrou. E tem gente que despenca ladeira abaixo. E é esta a história do nosso paladino, o Capitão Bêbado.

O passado glorioso
Super-herói de respeito, Cap. Bêbado já havia resolvido casos tenebrosos. De sequestro de avião a fúria de vulcões, nosso herói não titubeava: matava no peito e mandava pra dentro, como ele mesmo gostava de dizer. Certa vez, ele foi chamado pra resolver uma treta responsa; Um meteoro caía virtiginosamente sobre a cidade de Dallas, anunciando a iminente destruição da cidade. Foi chamado pois já conhecia relativamente bem a cidade, que visitara durante a copa de 94 (dizem que, utilizando-se de sua velocidade supersônica, aplicou um bem-sucedido e desmoralizante encoxo em Roberto Baggio antes da cobrança do pênalty fatídico).
Pois lá foi o impetuoso herói empunhar o asteróide intruso. Feito o fato, bastava descartá-lo e voltar ao sono dos justos. E assim o fez.. Capitão Bêbado viajou pela estratosfera até os confins do oceano pacífico e arremessou o projétil no ponto mais fundo do Oceano Índico e..... exagerou na força. O impacto causou um terremoto no fundo do mar, que causou um tsunami de proporções bíblicas, que matou 2.996.355... ah, você conhece esta história.

Assim, os dias de glória do mais intrépido dos super-heróis foram pro vinagre.

Liga da Justiça e o Sindicato
A primeira provicência seria mandá-lo embora. Os jornais cobravam, todos queriam a cabeça do Capitão Bêbado. Porém, a entidade estava sendo achacada pelo Sindicato e não poderia fazê-lo sem que os casos de desvio de dinheiro viessem a público.

A realidade é dura. E mete com força
Atualmente, ele ainda trabalha na Liga da Justiça. Ainda é super-herói. Porém, não mais cuida de casos tenebrosos. As situações de risco, os resgates heróicos acabam sempre sendo designados aos outros super-heróis, e para o Cap. Bêbado... Bom, para ele sobram apenas aqueles casos que ninguém quis, a sua pobre consciência, e a mesma velha tequila Camiño Real no bar do antigo amigo Antenor, o único que sobrou. Só ele e a bebida.