Todo mundo passa por alguns perrengues na vida, não é mesmo? Nessa hora, tem gente que reage bem e sai do perrengue muito melhor do que entrou. E tem gente que despenca ladeira abaixo. E é esta a história do nosso paladino, o Capitão Bêbado.
O passado glorioso
Super-herói de respeito, Cap. Bêbado já havia resolvido casos tenebrosos. De sequestro de avião a fúria de vulcões, nosso herói não titubeava: matava no peito e mandava pra dentro, como ele mesmo gostava de dizer. Certa vez, ele foi chamado pra resolver uma treta responsa; Um meteoro caía virtiginosamente sobre a cidade de Dallas, anunciando a iminente destruição da cidade. Foi chamado pois já conhecia relativamente bem a cidade, que visitara durante a copa de 94 (dizem que, utilizando-se de sua velocidade supersônica, aplicou um bem-sucedido e desmoralizante encoxo em Roberto Baggio antes da cobrança do pênalty fatídico).
Pois lá foi o impetuoso herói empunhar o asteróide intruso. Feito o fato, bastava descartá-lo e voltar ao sono dos justos. E assim o fez.. Capitão Bêbado viajou pela estratosfera até os confins do oceano pacífico e arremessou o projétil no ponto mais fundo do Oceano Índico e..... exagerou na força. O impacto causou um terremoto no fundo do mar, que causou um tsunami de proporções bíblicas, que matou 2.996.355... ah, você conhece esta história.
Assim, os dias de glória do mais intrépido dos super-heróis foram pro vinagre.
Liga da Justiça e o Sindicato
A primeira provicência seria mandá-lo embora. Os jornais cobravam, todos queriam a cabeça do Capitão Bêbado. Porém, a entidade estava sendo achacada pelo Sindicato e não poderia fazê-lo sem que os casos de desvio de dinheiro viessem a público.
A realidade é dura. E mete com força
Atualmente, ele ainda trabalha na Liga da Justiça. Ainda é super-herói. Porém, não mais cuida de casos tenebrosos. As situações de risco, os resgates heróicos acabam sempre sendo designados aos outros super-heróis, e para o Cap. Bêbado... Bom, para ele sobram apenas aqueles casos que ninguém quis, a sua pobre consciência, e a mesma velha tequila Camiño Real no bar do antigo amigo Antenor, o único que sobrou. Só ele e a bebida.
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